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💔 2006: a Copa que o Brasil ganhou antes... e perdeu em campo

"Não trabalhamos como deveríamos". Carlos Alberto Parreira

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Especial de Domingo | Copa do Mundo 2006

🏆🌎🌍🌏A Copa que o Brasil ganhou… antes de jogar e perdeu quando precisou ser time

O Quadrado Mágico (Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano Imperador), que era pra ser com Robinho de titular que estava voando na Seleção.

Tem Copa que a gente lembra pelo título. E tem Copa que a gente lembra pelo silêncio. 2006 é esse segundo tipo: a Seleção mais “injusta” de perder e, ao mesmo tempo, a que mais deu sinais de que não estava pronta para vencer. Era o Brasil dos comerciais, do álbum com cara de pôster, do favoritismo automático. Era o Brasil do “quadrado mágico”, do “não tem limitações”, do “é só encaixar”. E aí veio a França e foi como um espelho cruel: do outro lado havia um time. Do nosso, havia uma constelação tentando vencer no talento, no nome, no currículo.

O jogo que virou ferida aconteceu em 1º de julho de 2006, quartas de final, Alemanha. França 1 x 0 Brasil, gol de Thierry Henry, assistência/bola perfeita de Zidane numa falta alçada na área. O placar foi magro; a sensação foi enorme. A França não “achou” o jogo, dominou o jogo. Zidane não fez só uma grande partida: ele jogou como se estivesse escrevendo o último capítulo com tinta de ouro, porque estava mesmo.

Teve até balãozinho do Zidane no Ronaldo, que na época, estava fora de forma

  • A queda também doeu porque parecia repetição de trauma: 1998 tinha sido final; 2006, era a mesma França, o mesmo Zidane, a mesma sensação de que o Brasil estava sempre um segundo atrasado. E o pior: o Brasil nem chegou a ser Brasil. A seleção entrou em campo sem aquela fome que marca campeão. Foi apática, espaçada, lenta, sem agressividade e sem intensidade. E, quando você encontra uma equipe que sabe exatamente onde te apertar e com um maestro como Zidane, você vira refém do próprio luxo.

Parreira tentou mudar a história com uma mudança que virou símbolo. Tirou Adriano, desmontou o “quadrado mágico” e colocou Juninho Pernambucano para preencher o meio e, teoricamente, dar mais controle. Só que o time não ganhou mobilidade; ganhou estranheza. A Seleção ficou num “meio termo” que não era nem pressão, nem posse dominante, nem transição rápida. E o que já parecia travado virou ainda mais travado. Com isso, Ronaldinho e Kaká, que precisavam ser motor, viraram ilhas.

O gol da França é a foto que envelhece como poster de tragédia: falta na esquerda, bola desenhada por Zidane, e Henry aparecendo livre para empurrar. A imagem do Roberto Carlos ajustando a meia virou meme involuntário de uma Seleção que, naquele Mundial, parecia sempre “arrumando a meia” quando era hora de morder.

Muitos culparam na época Cafú e Roberto Carlos pela eliminação, pois no único bom jogo feito pela Seleção Brasileira foi na vitória sobre o Japão por 4 a 1, quando os titulares foram Cicinho e Gilberto.

  • E aqui entra a parte que faz esse especial ficar mais forte: o diagnóstico veio de dentro. Parreira, anos depois, resumiu com uma frase que explica o clima: “barriga cheia”. Falou de preparação, de ambiente, de sensação de quem já tinha vencido e achou que venceria de novo e lembrou também que havia jogadores fora da melhor forma. Weggis (a base na Suíça) atrapalhou, mas, nas palavras dele, não foi a causa única: o problema era mais profundo, era mental, era físico, era de compromisso diário com a Copa.

📍 E Weggis virou personagem. Para um time que deveria estar em modo “Copa do Mundo”, a cidade virou quase um carnaval permanente: multidões, clima de excursão, sensação de festa constante. Não é “culpar a torcida”, é entender que seleção favorita precisa de controle e blindagem e a preparação virou espetáculo. A imprensa internacional registrou aquele clima de “carnaval alpino” ao redor do Brasil.

Cafu, que estava lá, foi ainda mais direto: disse que o erro foi tático, que o time ficava exposto com quatro homens na frente (R9, R10, Kaká e Adriano Imperador), e que, nos bastidores, havia a sensação de que “não ia dar certo” daquele jeito. E a fala é pesada justamente por ser Cafu, um cara de Copa, de ciclo, de vestiário. Ele não fala como torcedor frustrado; fala como quem sentiu o time abrir mão de equilíbrio para manter estrelas juntas.

Justamente o que Cafú falou, muitos desconfiavam no Quadrado Mágico pois ele não marcava.

A ironia máxima é que 2006 virou “nostalgia” nas redes anos depois, como se fosse uma Seleção injustiçada pelo destino. Mas, quando a gente volta ao campo, a Copa mostra outra verdade: o Brasil passou a fase de grupos vencendo, sim, mas jogando pouco e acumulando sinais de alerta. A vitória nas oitavas de final sobre Gana foi 3 a 0, mas não foi “show”. E aí, no primeiro grande adversário de verdade, veio o choque: contra a França, não existiu plano B, existiu o tempo passando e o Brasil esperando que alguém tirasse um coelho da cartola.

  • No fim, 2006 não é sobre “perder para Zidane”. É sobre perder para uma seleção que tinha Zidane e tinha estrutura, organização, função. E é sobre um Brasil que se apoiou no peso do nome, na força do elenco, na certeza do favoritismo, e esqueceu a parte mais difícil: Copa se ganha no detalhe, na repetição, no ajuste, no jogo sem bola, exatamente o tipo de frase que ficou famosa naquele ciclo. O “time de videogame” existia. O time de Copa… não.

💔 E talvez por isso 2006 doa tanto: porque foi a Copa em que a gente aprendeu, do jeito mais brasileiro possível, uma regra simples e cruel do futebol moderno, talento sem fome vira lembrança. E lembrança, no domingo, é lindo de contar. Mas para quem viveu, foi o gosto amargo de um Brasil que tinha tudo… menos o que mais decide em julho: ser time quando o jogo pede.

Que essa derrota depois de 20 anos seja apagada com um título em 2026 pra nossa Seleção Brasileira! ❤️‍🩹

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