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🏹🦍 Conheça o maior clássico do interior do Brasil!
"Derbi não se joga, se ganha." Torcedores de Guarani e Ponte

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Bom domingão pra você e sua família!

Have a Good Game!
🏹🦍 Você conhece o maior clássico do interior do Brasil?
Uma rivalidade se constrói com tempo, paixão e memória, mas também com números. Muitos números. Estatísticas que, isoladas, parecem frias, mas que, quando colocadas em contexto, ganham vida, criam heróis e vilões, alimentam provocações, viram tabu, viram orgulho e passam a fazer parte da identidade de uma cidade inteira. No Dérbi Campineiro, números não são apenas registros: são capítulos de uma história que atravessa gerações.

Invenção da Redação do The Players com app de IA
O confronto entre Guarani Futebol Clube e Associação Atlética Ponte Preta é o clássico da cidade de Campinas, o mais antigo do Estado de São Paulo e um dos mais equilibrados e simbólicos do futebol brasileiro. O primeiro encontro aconteceu em 24 de março de 1912, mas o resultado permanece desconhecido até hoje, um detalhe quase poético para uma rivalidade marcada por mistério, disputa e equilíbrio. Desde então, já foram mais de 200 jogos, com vantagem mínima para o Bugre e a Macaca sempre respirando no cangote.
A rivalidade nasce antes mesmo do futebol profissional. A Ponte Preta, clube mais antigo, surge ligada à ferrovia que cortava Campinas, próximo a uma ponte de madeira escurecida pelos trilhos, daí o nome e a identidade alvinegra. Pouco mais de uma década depois, jovens estudantes, descendentes de italianos, fundam o Guarani, inspirado na ópera do maestro campineiro Carlos Gomes. Desde cedo, a cidade se dividiu. E nunca mais se uniu em dia de dérbi.
Ainda no amadorismo, em 1914, o clássico mostrou que seria quente para sempre. Um pênalti marcado para o Guarani gerou revolta, retirada da Ponte de campo, confusão nas arquibancadas e brigas pelas ruas de Campinas. Décadas depois, em 1948, já no profissionalismo, o dérbi foi o jogo inaugural do Moisés Lucarelli. Festa pontepretana, estraga-prazer bugrino: vitória do Guarani por 1 a 0 no Majestoso recém-inaugurado. Cinco anos depois, veio a vingança. Na inauguração do Brinco de Ouro da Princesa, a Ponte venceu por 3 a 0, calando o rival em sua nova casa.

Capa da Revista Placar em 1978, quando ambos times eram máquinas. Com:
Carlos, Mauro, Oscar, Polozzi e Odirlei; Zé Carlos, Zenon e Renato; Tuta, Lúcio e Careca
Os placares costumam ser apertados, mas há exceções que viraram lenda. Em 1960, o Guarani aplicou 6 a 0, a maior goleada da história do clássico. A Ponte respondeu com seus 4 a 0, repetidos três vezes nos anos 40 e 50. E se gols marcam época, faltas também. Em 18 de agosto de 1999, no Moisés Lucarelli, Guarani e Ponte protagonizaram o jogo mais faltoso da história do futebol brasileiro: 105 infrações, uma a cada 51 segundos. O famoso “Dérbi das 100 faltas” terminou 0 a 0, com confusão, críticas ao árbitro Paulo César de Oliveira e até briga envolvendo gandula.
O auge do Dérbi Campineiro veio no fim dos anos 70 e início dos 80, quando Campinas virou potência nacional. Em 1978, o Guarani conquistou o Campeonato Brasileiro, tornando-se até hoje o único campeão nacional do interior do Brasil. Dois anos depois, em 1979, o clássico foi levado ao Pacaembu, por temor de conflitos na cidade. Quase 39 mil pessoas assistiram à vitória bugrina por 2 a 0, no maior público da história do confronto. A força era tamanha que a revista Placar estampou a capa histórica: “Campinas FC, um time imbatível”, misturando craques dos dois lados.

Fumagalli, ídolo mais recente da torcida Bugrina. Marcou gols importantes em Derbis, como o gol de pênalti marcado aos 91’, empatando o derbi de nº 200.
🟩⬜ O Guarani, o Bugre, construiu sua grandeza nacional com títulos e revelações. Campeão Brasileiro em 1978, Campeão da Série B em 1981, vice do Brasileiro da Série A em 1986 e 1987, semifinalista da Libertadores em 1979. Foi no Brinco de Ouro que surgiram nomes como Careca, herói do título de 78; Amaral, Júlio César, Evair, João Paulo, “Craque” Neto, Amoroso, Luizão e, mais recentemente, Jonas. Craques que ganharam o mundo, vestiram a amarelinha e colocaram Campinas no mapa do futebol global. Além de ídolos como Jorge Mendonça, Djalminha, recentemente Fumagalli, o “Fumagol” e o eterno técnico Carlos Alberto Silva, que comandou o time ao título brasileiro da Série A de 78.
⬛⬜ A Ponte Preta, a Macaca, construiu sua história de outra forma: mais estadual, mais resiliente, mais sofrida e nem por isso menos grandiosa. São sete vice-campeonatos paulistas, uma campanha histórica de vice da Sul-Americana em 2013, e o feito simbólico de ser o clube do interior que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Dela saíram Dicá, o “Mestre” das faltas; Carlos Gallo, Oscar, Polozzi, Waldir Peres, Fábio Luciano, André Cruz, Luis Fabiano “o Fabuloso”, entre tantos outros. Em 2025, após 125 anos, a Ponte enfim conquistou seu primeiro título nacional, a Série C de 2025, encerrando uma espera centenária. Além também de ídolos que não foram revelados pela Ponte, como Washington (W9, Coração Valente), Renato Cajá e o mais recente o meia Elvis que ajudou o time a conquistar a A2 de 2023 e o Brasileirão da C de 2025.
O equilíbrio do dérbi se reflete nos números frios e quentes. Até hoje, são 71 vitórias do Guarani, 70 da Ponte Preta e 70 empates. Gols? 275 bugrinos contra 276 pontepretanos. A maior invencibilidade pertence ao Guarani: 15 anos e meio sem perder, entre 1987 e 2002. Já os anos recentes mostraram força alvinegra: em 2025, a Ponte venceu três dos quatro clássicos, colou no retrospecto histórico e se impôs inclusive no quadrangular final da Série C de 2025, onde a Macaca subiu pra B e o Bugre permaneceu na C.

Elvis antes de marcar um golaço de falta no primeiro Derbi da Série C, que foi 1 a 1.
A Ponte Preta na C doutrinou o Bugre, vencendo 2 dos 3 derbis na 3ª Divisão.
Entre glórias, crises e rebaixamentos, o dérbi sobreviveu a tudo. O Guarani viveu quedas duras no século XXI. A Ponte também sofreu, chegou a ter bens penhorados e passou por divisões inferiores. Ainda assim, sempre que se encontram, tudo recomeça. Em 2012, o Bugre viveu o “dérbi do século” ao vencer por 3 a 1 e eliminar a Ponte no Paulistão antes de perder a final para o Santos de Neymar. Em 2013, a Macaca encantou o continente na Sul-Americana. Cada lado com sua memória, sua dor e seu orgulho.
Agora, a história ganha mais um capítulo. O próximo Dérbi Campineiro acontece no dia 31 de janeiro, um sábado, às 16h (⏰ de Brasília), no 📍Brinco de Ouro, pelo Paulistão 2026. Não importa a divisão, o momento ou a tabela. Em Campinas, dérbi não é só jogo. É cidade dividida, passado em campo, futuro em disputa. É a prova de que, longe dos grandes centros, o futebol também construiu clássicos gigantes e talvez o maior deles seja justamente esse…
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