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🟩🟨🟦 O dia em que a independência do Brasil foi no "4 de Julho"!

"Eu te amo." Bebeto pra Romário

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Bom domingão de Carnaval PLAYERS!
Mas antes aproveite essa super resenha, que vale a pena ver de novo!

Have a Good Game!

🎇🎆 O dia em que a independência do Brasil foi no 4 de Julho! 🟩🟨🟦

Você lembra onde estava no 4 de julho de 1994? (muitos nem nascido eram, mas nós lembramos). Enquanto os Estados Unidos celebravam sua independência, o Brasil enfrentava um tipo diferente de batalha: a luta para continuar vivo na Copa do Mundo. Não era quartas, não era semifinal, não era final. Mas ali, nas oitavas contra os donos da casa, começou de verdade a história do Tetra.

Romário passando por Alexi Lalas, zagueirão do forte time dos Estados Unidos de 1994

O cenário era simbólico. Stanford Stadium, San Francisco, mais de 84 mil pessoas vestidas de vermelho, branco e azul. Era o maior público daquela Copa até então. O Brasil de Carlos Alberto Parreira vinha de uma fase de grupos segura, mas ainda sem encantar. Do outro lado, uma seleção americana organizada, disciplinada, fisicamente intensa e empurrada por uma atmosfera patriótica que transformava o estádio em território hostil. O futebol talvez ainda não fosse o principal esporte do país, mas naquela tarde ele parecia ser questão de honra nacional.

  • O jogo começou tenso. Os Estados Unidos não tinham o brilho técnico brasileiro, mas compensavam com aplicação tática. Compactos, marcando por encaixe, explorando as laterais e apostando na velocidade de Cobi Jones e Tab Ramos, criaram dificuldades reais. Aos 11 minutos, Dooley quase abriu o placar. A bola passou raspando a trave de Taffarel. Não era passeio. Era guerra.

O Brasil tinha mais qualidade, mas não encontrava espaços. Romário era cercado, Bebeto vigiado, Zinho pressionado. O calor já não era o vilão daquela vez, o jogo era no fim de tarde, mas a tensão era sufocante. E então, aos 42 minutos do primeiro tempo, o roteiro quase virou tragédia.

🟥 Leonardo, lateral técnico, refinado, dono de fama de bom moço, perdeu a cabeça. Uma cotovelada brutal em Tab Ramos. Expulsão imediata. Ramos foi direto para o hospital, e posteriormente sair o laudo que o jogador americano havia fraturado o crânio e o maxilar do meia americano (expulsão justíssima). O Brasil ficaria mais de um tempo inteiro com um jogador a menos. Em Copa do Mundo, isso normalmente é sentença de morte.

O rosto de Tab Ramos ficou ensanguentado e Leonardo quase joga o Tetra no lixo…

O intervalo chegou pesado. A seleção precisava resistir emocionalmente. E foi aí que algo mudou. Talvez o excesso de confiança americana, talvez o impulso da torcida pedindo mais agressividade, talvez o instinto natural do futebol de punir quem se abre demais. Bora Milutinovic colocou um atacante. Os Estados Unidos avançaram linhas. E, paradoxalmente, ao tentar aproveitar a superioridade numérica, deixaram espaços.

O segundo tempo começou diferente. O Brasil, mesmo com dez, parecia mais leve. Dunga virou um leão. Mauro Silva equilibrava o meio. Mazinho improvisado segurava a lateral. E Romário… bem, Romário começou a farejar o momento.

Bebeto guardou com carinho no cantinho de Tony Meola (que catou tudo aquele dia… quase tudo)

Aos 28 minutos, o Baixinho recebeu na intermediária. Não era uma chance clara. Não era contra-ataque escancarado. Era apenas uma bola dominada com precisão. Ele arrancou, conduziu como quem sabe que o tempo está do seu lado. Atraiu dois marcadores, esperou o segundo exato e tocou com a delicadeza de quem escreve poesia com os pés. Bebeto apareceu na movimentação perfeita, recebeu e bateu de chapa, seco, no canto. A bola entrou rente à trave de Tony Meola.

💚💛 Explosão brasileira na Califórnia.

Mas o gol não foi apenas um gol. Foi a consolidação de uma parceria. Bebeto correu para Romário e, num gesto espontâneo, declarou: “Eu te amo”. Não era marketing. Não era cena ensaiada. Era cumplicidade de quem sabia que estava construindo algo maior. Naquele instante, o Brasil entendeu que tinha uma dupla destinada a decidir Copa do Mundo.

Bebeto se declara pra Romário após o gol: “Eu te amo”

Os minutos finais foram de resistência. Os Estados Unidos ainda tentaram, empurrados pelo orgulho nacional. Clavijo acabou expulso no fim, e a pressão virou desespero. O Brasil, com dez homens, mostrou maturidade. Não foi espetáculo. Não foi show. Foi caráter.

Quando o árbitro apitou o fim, o alívio foi quase tão grande quanto a comemoração. A seleção que muitos julgavam pragmática demais, defensiva demais, mostrou que sabia sofrer. E talvez ali tenha nascido a verdadeira força daquele time.

Porque Copas não se ganham apenas com genialidade. Ganham-se com equilíbrio emocional. Ganham-se suportando injustiças, superando erros e aproveitando o único momento que o jogo oferece.

🏆🏆🏆🏆 O Tetra não começou na final contra a Itália. Não começou nos pênaltis em Pasadena. Começou naquele 4 de julho, quando o Brasil ficou com dez, foi pressionado por 84 mil pessoas e, ainda assim, encontrou no talento de Romário e na frieza de Bebeto o caminho para sobreviver…

No dia da independência americana, quem saiu livre foi o Brasil!

E o resto da história… Bom, deixamos para outros domingos!

📺 Quem nunca viu essa partida, nós indicamos muito, foi emocionante na época e se você sentir, vai ver que ainda é! Aproveite, na voz de Galvão Bueno:

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