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💔 O sonho do Hexa que virou pesadelo...
"Fui campeão da Copa do Mundo, mas provavelmente serei lembrado por causa da pior derrota da história do Brasil. É o pior dia da minha vida." Luiz Felipe Scolari

Bom domingão Players

Have a Good Game!
🌎🟩🟨 A Copa do Mundo de 2014 e a queda mais dolorosa da história do Brasil
A Copa do Mundo de 2014 parecia escrita para o Brasil. O país do futebol voltava a receber um Mundial depois de 64 anos, carregando estádios lotados, ruas pintadas de verde e amarelo e uma expectativa gigantesca de finalmente conquistar o hexa dentro de casa. E havia motivos para acreditar. Um ano antes, a Seleção comandada por Luiz Felipe Scolari havia atropelado a Espanha na final da Copa das Confederações, vencendo por 3 a 0 no Maracanã aquela geração histórica de Xavi, Iniesta, Busquets, Sergio Ramos e Fernando Torres, a mesma Espanha campeã do mundo em 2010 e bicampeã da Euro. Naquele momento, parecia que o Brasil estava pronto.
Os titulares do Brasil na Copa 2024 eram: Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Maicon. Luiz Gustavo, Fernandinho e Oscar. Hulk, Fred e Neymar.
E o grande símbolo daquela esperança era Neymar. Aos 22 anos, recém-transferido para o Barcelona, o camisa 10 chegava como o novo rosto do futebol brasileiro. Driblador, decisivo e idolatrado pela torcida, Neymar carregava nas costas a missão de devolver o Brasil ao topo do mundo. Ao redor dele, uma Copa vibrante tomava conta do país. Foram 12 cidades-sede, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Manaus e Natal, recebendo torcedores do planeta inteiro. O Brasil virou uma festa multicultural. Era impossível andar pelas ruas sem ver argentinos, alemães, colombianos, mexicanos e brasileiros vivendo intensamente aquele Mundial.
No Grupo A, o Brasil começou vencendo a Croácia por 3 a 1, em São Paulo, na abertura da Copa. Neymar marcou duas vezes e Oscar fechou o placar com um golaço nos acréscimos. Depois veio um empate frustrante contra o México, com Guillermo Ochoa fazendo uma atuação histórica. Mas a Seleção encerrou a primeira fase goleando Camarões por 4 a 1, novamente com dois gols de Neymar, além de Fred e Fernandinho. O Brasil avançava em primeiro, ainda cercado de confiança, enquanto o México também se classificava com a mesma pontuação.
Mas foi nas oitavas de final que começaram os sinais de alerta. Contra o 🟦🟥Chile, no Mineirão, o Brasil viveu uma batalha emocional. David Luiz abriu o placar, Alexis Sánchez empatou e o jogo terminou 1 a 1 no tempo normal. A Seleção travava ofensivamente, mostrava nervosismo e parecia longe de ser dominante. Na prorrogação, o país inteiro parou por alguns segundos quando Pinilla acertou o travessão de Júlio César no último lance. O Mineirão silenciou. Nos pênaltis, porém, Júlio César virou herói, defendendo cobranças chilenas, enquanto Gonzalo Jara acertou a trave na cobrança decisiva. O Brasil sobrevivia.
Nas quartas, o desafio seria ainda maior. A 🟨🟦🟥 Colômbia chegava voando, embalada pelo melhor futebol da competição até então. Liderados por James Rodríguez, os colombianos encantavam o mundo. James havia marcado golaços históricos, incluindo o “chutaço” absurdo contra o Uruguai, eleito o gol mais bonito daquela Copa e também brilhara em Cuiabá, na Arena Pantanal, diante do Japão. O Brasil venceu por 2 a 1, com gols dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz, enquanto James marcou de pênalti para os colombianos. Mas o jogo mudou a história da Copa brasileira por causa de um lance aos 88 minutos. Zúñiga acertou violentamente as costas de Neymar com o joelho. O camisa 10 caiu chorando. Horas depois, o diagnóstico: fratura na terceira vértebra lombar. A Copa de Neymar havia acabado.
Zuniga cometeu quase um crime… deu uma joelhada e quebrou a terceira vértebra do menino Ney… Aqui ainda não sabíamos, mas a Copa feliz para os brasileiros havia terminado…
🤦🏻♂️E então veio a semifinal contra a Alemanha.
⬛🟥🟨
A Seleção chegava ferida física e emocionalmente. Sem Neymar lesionado e sem Thiago Silva suspenso, Felipão apostou em Bernard e Dante. Mesmo assim, o Brasil ainda acreditava. Jogava no Mineirão lotado, empurrado por uma torcida desesperada por um milagre. Do outro lado estava uma Alemanha forte, mas que vinha sendo criticada internamente após atuações apenas razoáveis contra Argélia e França. Só que o que aconteceu naquela noite de 8 de julho de 2014 ultrapassou qualquer explicação lógica.
⚽⚽⚽⚽⚽ Aos 11 minutos, Thomas Müller abriu o placar sozinho dentro da área. Depois veio o colapso. Klose marcou o segundo e se tornou o maior artilheiro da história das Copas, superando Ronaldo Fenômeno justamente em Belo Horizonte, cidade onde o brasileiro iniciou sua carreira. Em seguida, Toni Kroos marcou duas vezes em menos de um minuto. Sami Khedira fez o quinto. Tudo isso antes dos 30 minutos de jogo. O Mineirão chorava. O mundo assistia incrédulo. O Brasil simplesmente desapareceu em campo…
Tenho certeza que você lembra com a voz do Galvão Bueno, “outro gol da Alemanha”…
⚽⚽⚽⚽⚽⚽⚽ No segundo tempo, Schürrle marcou mais dois golaços, incluindo uma bomba no ângulo que levou parte da torcida brasileira a aplaudir os alemães em pé. Oscar ainda descontou no fim, mas o placar de 7 a 1 já estava eternizado como a maior humilhação da história da Seleção Brasileira. 📌Foram 20 segundos entre os dois gols de Kroos. 📌📌Quatro gols alemães em pouco mais de seis minutos. Uma destruição psicológica transmitida ao vivo para bilhões de pessoas.
— “Provavelmente serei lembrado pela pior derrota da história do Brasil.”
Mas o sofrimento ainda não havia terminado. Na disputa de terceiro lugar, em Brasília, a Holanda venceu o Brasil por 3 a 0. A Seleção encerrou sua Copa em casa com dez gols sofridos em dois jogos e completamente destruída emocionalmente.
💔 A Copa de 2014 começou como o sonho do hexa. Terminou como a cicatriz mais profunda da história do futebol brasileiro.
E talvez seja exatamente por isso que ela jamais será esquecida…
Quer sofrer um pouco?! Relembre os gols do 7 a 1 pra Alemanha:
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