• The Players
  • Posts
  • 🔊 Vuvuzelas, Jabulani e a queda do Brasil de Dunga

🔊 Vuvuzelas, Jabulani e a queda do Brasil de Dunga

"Não sou o vilão da Copa de 2010." Felipe Melo

In partnership with

Bom domingão Players!

Have a Good Game!

💔 “O Brasil que queria vingança de todo o mundo… e morreu pelo próprio nervosismo”

A Copa do Mundo de 2010 nasceu como uma tentativa de reconstrução do futebol brasileiro. Quatro anos antes, na Alemanha, o Brasil havia fracassado mesmo cercado de estrelas. O “Quadrado Mágico” com Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano não conseguiu entregar o tão sonhado hexa. A eliminação para a França de Zidane deixou cicatrizes profundas no torcedor brasileiro e mudou completamente o rumo da Seleção. Era preciso reconstruir a equipe. E foi justamente nesse cenário que surgiu Dunga.

Sem experiência como treinador, mas carregando a mentalidade competitiva do capitão do tetra em 1994, Dunga assumiu a Seleção prometendo uma equipe mais intensa, física e comprometida. Menos espetáculo. Mais competitividade. O futebol brasileiro se dividiu. Parte da imprensa criticava constantemente aquele estilo “operário”, sem tanto brilho individual. Mas Dunga bancou sua ideia do início ao fim.

E o ciclo até a Copa da África do Sul foi extremamente forte. A base daquela Seleção Brasileira vinha dos títulos da Copa América de 2007 e principalmente da Copa das Confederações de 2009, quando o Brasil conquistou o torneio jogando um futebol muito competitivo. Era uma equipe cascuda, acostumada a vencer jogos grandes e extremamente organizada taticamente.

Naquela geração, dois nomes simbolizavam muito bem a reconstrução brasileira: Kaká e Robinho. Kaká havia sido titular na Copa de 2006 e, um ano depois, alcançou o topo do futebol mundial ao vencer a Bola de Ouro e o prêmio de Melhor Jogador do Mundo da FIFA em 2007. Já Robinho carregava uma relação curiosa com a Seleção. Durante muitos momentos do ciclo pós-2002, ele foi titular absoluto do Brasil, inclusive fazendo parte do famoso “Quadrado Mágico” em várias partidas quando Ronaldo Fenômeno não era convocado. Robinho foi peça importante na campanha do título da Copa das Confederações de 2005, justamente no auge de sua explosão no Santos e no Real Madrid. Ainda assim, chegou à Copa de 2006 como reserva. Quatro anos depois, amadurecido e vivendo novamente grande fase, retornava como um dos líderes técnicos daquela Seleção.

Robinho e Elano

Kaká, o maior craque daquela Seleção Brasileira

📢 E a Copa de 2010 tinha uma atmosfera completamente única. Era a primeira Copa do Mundo disputada no continente africano. A África do Sul respirava futebol. As ruas tomadas de cores, danças e festas davam um clima especial ao torneio. E claro, havia o som que virou símbolo daquele Mundial: as famosas vuvuzelas. O barulho ensurdecedor das cornetas acompanhava cada jogo e dividiu opiniões no mundo inteiro. Enquanto alguns amavam a identidade africana criada nas arquibancadas, outros reclamavam que o som parecia um enxame constante dentro dos estádios.

Outro personagem daquela Copa era a polêmica bola Jabulani. Produzida pela Adidas, ela virou assunto entre goleiros e jogadores do mundo inteiro. Muitos reclamavam da trajetória imprevisível da bola, que mudava de direção com facilidade e parecia “flutuar” no ar. Goleiros sofreram durante toda a competição, enquanto alguns jogadores aproveitaram a velocidade da Jabulani para marcar golaços históricos.

Dentro de campo, o Brasil chegava forte. Júlio César vinha de temporada absurda na Inter de Milão campeã europeia e era considerado o melhor goleiro do planeta. Maicon, também da Inter, talvez fosse o lateral-direito mais dominante do mundo naquele momento. Lúcio (outro que jogava nos Nerazzurri) comandava a defesa como um verdadeiro general. Kaká, mesmo convivendo com problemas físicos, ainda era o cérebro técnico da equipe. Na frente, Luís Fabiano vivia fase espetacular de matador, enquanto Robinho assumia protagonismo ofensivo e emocional.

O Brasil caiu no Grupo G ao lado de Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. Na estreia, vitória por 2 a 1 sobre os norte-coreanos, com golaço improvável de Maicon quase sem ângulo. Depois veio uma atuação dominante contra a Costa do Marfim: vitória por 3 a 1, com dois gols de Luís Fabiano (um deles um golaço com balão, domínio no peito/braço e chutaço na gaveta) e mais um de Elano. Contra Portugal, um empate sem gols garantiu a liderança do grupo. O Brasil não encantava artisticamente, mas transmitia segurança. Parecia um time preparado para competir pelo título.

  • Nas oitavas de final, veio talvez a melhor atuação daquela Seleção na Copa. O Brasil atropelou o Chile por 3 a 0 (mas também, nossos fregueses né?). Juan abriu o placar de cabeça, Luís Fabiano marcou mais um e Robinho fechou o jogo após um contra-ataque perfeito puxado por Kaká. A confiança crescia. O Brasil parecia cada vez mais pronto para o hexa.

😅🤬 Até que veio a Holanda...

  • E durante cerca de 45 minutos, o Brasil jogou um futebol de campeão do mundo (mesmo sem Elano que era um dos destaques daquela Copa, e sofreu uma grave lesão). Logo aos 10 minutos, Robinho abriu o placar após passe genial de Felipe Melo. A Seleção controlava completamente a partida. Sneijder estava anulado. O meio-campo dominava o jogo. Parecia questão de tempo para o Brasil ampliar. Mas a Copa mudou em poucos minutos...

No segundo tempo, Sneijder empatou em uma jogada confusa envolvendo Júlio César e Felipe Melo. O gol desmontou emocionalmente a Seleção Brasileira. Pouco depois, novamente Sneijder marcou, dessa vez de cabeça. A Holanda virava o jogo enquanto o Brasil perdia completamente o controle emocional. 🟥Felipe Melo acabou expulso após pisar em Robben. O time ficou nervoso, desorganizado e desesperado.

💔 E talvez seja justamente isso que faz aquela eliminação doer tanto até hoje: o Brasil não perdeu apenas para a Holanda. O Brasil perdeu para o próprio nervosismo…

A Seleção de Dunga talvez não fosse brilhante como a de 1982 ou imponente como a de 2006. Mas era extremamente competitiva. Forte mentalmente durante quase todo o ciclo. Porém, no momento mais importante, bastaram alguns minutos de descontrole para o sonho do hexa desmoronar.

O Brasil queria vingança depois de 2006. Mas acabou saindo da África do Sul carregando um novo trauma...

The LA Mayor Market Ends June 2. The Odds Are Moving Now.

Karen Bass is at 68%. Spencer Pratt at 27%. Over $21 million is already trading on the Los Angeles Mayor race on Kalshi — and the prices are shifting every day as local news breaks. The window to get in before the consensus hardens is closing. The best prediction market trades happen before everyone agrees on the outcome. That moment is right now, before June 2. Peer-to-peer, no house, cash out anytime. Trade $10, get $10 free to start.

Trade responsibly.

  • 📲Você está gostando da nossa Newsletter!? Se sim, compartilhe nosso link de inscrição para algum amigo ou familiar, que curta Futebol e basquete da NBA, pode ser!? o link é esse

The Players🏀

Somos uma Newsletter gratuita, onde buscamos dar as notícias de Futebol Nacional e Internacional e notícias do melhor basquete do mundo, da NBA de forma completa, porém simples e informal.

📬Enviamos essas notícias/artigos/dicas de Segunda a Sábado, no e-mail que você se inscreveu, às 07h07h no de Brasília.

👀Lembre sempre é bom olhar no Spam, caso você olhar no e-mail algum dia e não ver “The Players” nesses dias e horários na caixa de entrada do e-mail… Pois nosso trabalho será feito! (pode acreditar! kkkkk)

Quem estiver interessado em patrocinar ou fazer uma parceria com o
The Players é só entrar em contato com nosso time em nossas Redes Sociais ou no e-mail the[email protected]

equipe The Players
👋🏻Até amanhã entre 08h30 e 09h30 de Brasília!